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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Invisibilidade no Varejo: Sem um posicionamento claro, o livro não consegue se destacar nas livrarias ou plataformas online

Sem público definido e proposta clara, obras perdem relevância e valor comercial

Divulgação


Em um mercado editorial marcado pelo alto volume de lançamentos e pela disputa intensa por atenção, um problema estrutural compromete o desempenho de grande parte das obras publicadas no Brasil: a ausência de posicionamento estratégico. Livros chegam ao mercado sem clareza sobre seu público-alvo, proposta de valor ou papel dentro da trajetória profissional de seus autores, o que impacta diretamente vendas, visibilidade e reputação.

Para Caroline Diaz, publisher e estrategista editorial, a falha acontece antes mesmo da publicação. “O mercado ainda trata o livro como um produto isolado, quando ele deveria ser pensado como um ativo estratégico de posicionamento. Sem propósito claro, o livro nasce invisível”, afirma.

Segundo a especialista, não se trata de falta de qualidade técnica, mas de estratégia. Em especial nos segmentos de negócios, desenvolvimento pessoal e não ficção, o livro deixou de ser apenas um produto cultural e passou a funcionar como ferramenta de autoridade e expansão de marca pessoal. “Vejo livros bem escritos fracassarem porque não sabem para quem falam. Sem público definido, não há narrativa consistente, diferenciação ou escala comercial”, explica.

O impacto de um lançamento sem posicionamento vai além do desempenho financeiro. Para Caroline, obras mal estruturadas editorialmente podem comprometer a imagem do próprio autor no mercado. “Um livro sem estratégia comunica confusão. Em vez de fortalecer a autoridade, ele fragiliza a percepção de valor e dificulta oportunidades futuras, como convites para palestras, parcerias e presença na mídia”, pontua.

Na avaliação da publisher, o futuro do mercado editorial brasileiro passa por uma abordagem mais profissional e integrada, que una conteúdo, branding e estratégia comercial desde a concepção da obra. “Publicar sem estratégia hoje não é apenas um erro financeiro, é um risco reputacional. O leitor mudou, o consumo mudou, e o livro precisa acompanhar essa transformação”, conclui.

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