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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Minha Casa Minha Vida deve bater recorde em 2026 e impulsionar mercado imobiliário nos próximos meses

"Projeção é atingir 1 milhão de contratos", afirmou Ministro das Cidades sobre as expectativas de financiamentos para este ano no Brasil; especialistas do setor em Goiânia comemoram o cenário frisando o investimento ativo em lançamentos que se enquadram no programa

Divulgação EBM Desenvolvimento Imobiliário


Durante participação no evento Superciclo de Investimentos em Infraestrutura, promovido pelo BNDES no dia 9 de fevereiro, o ministro das Cidades, Jader Filho, destacou que o Brasil vive o início de uma nova fase de expansão no setor habitacional e na infraestrutura. Segundo ele, desde 2023 até o momento, já são mais de R$ 300 bilhões investidos no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), com recursos destinados exclusivamente à habitação, e as expectativas de crescimento são altas.

“Nós estamos querendo criar uma nova etapa de investimentos, um novo momento de crescimento. Vamos bater o recorde, serão 1 milhão de contratos do programa só no ano de 2026”, comentou. Na ocasião, o ministro também ressaltou a importância estratégica da construção civil para a economia brasileira. Atualmente, o setor representa 9,6% do PIB disponível, com previsão de alcançar 12% até o final de 2026. Em uma perspectiva de dez anos, a meta é que a construção civil chegue a representar 20% do PIB.

Para o diretor de Operações da EBM Desenvolvimento Imobiliário, Marcos Túlio Campos, a sinalização de fortalecimento estrutural do setor é clara. “Os números mostram que o Minha Casa, Minha Vida voltou a ocupar o papel central no mercado. Quando o governo amplia previsibilidade e volume de recursos, toda a cadeia produtiva responde, desde incorporadoras até fornecedores e geração de emprego. A perspectiva de 1 milhão de contratos em 2026 é um indicativo de confiança não apenas para o setor produtivo, mas principalmente para os consumidores que buscam a casa própria e dependem do programa para realizar esse sonho”, avalia.

Ele destaca ainda que o impacto vai além do setor habitacional. “Quando a construção cresce, o efeito multiplicador na economia é significativo. Estamos otimistas que a próxima década siga essa previsão, o que nos colocará diante de um importante ciclo de estruturação para o desenvolvimento contínuo do país”, frisa. Somente para 2026, a EBM prevê o lançamento de quatro empreendimentos dentro do programa, o dobro do número disponibilizado em 2025, colocando no mercado cerca de 1.600 unidades e ampliando as oportunidades para os clientes.

Expansão do segmento econômico impulsiona novos projetos

A expectativa do ministro reforça o avanço do segmento econômico no país e sustenta novos lançamentos imobiliários. O cenário tem influenciado estratégias de empresas que atuam com produtos voltados à demanda real por habitação e crédito subsidiado.

A FR. Incorporadora acompanha esse movimento com o lançamento previsto para abril de um empreendimento no Bairro Goiá, com 304 unidades enquadradas na Faixa 2 do programa habitacional federal. Para a diretora executiva de negócios da empresa, Lara Rassi, o momento exige projetos alinhados ao perfil do comprador e à dinâmica do financiamento. “O mercado econômico tem mostrado resiliência mesmo em cenários desafiadores, porque está diretamente ligado à necessidade de moradia. Quando há previsibilidade nas políticas públicas, conseguimos planejar produtos mais aderentes à realidade das famílias e contribuir para a expansão urbana de forma organizada”, afirma.

Considerando o cenário favorável do MCMV, a Dinâmica Incorporadora se posiciona estrategicamente para lançar novos empreendimentos enquadrados no programa. No Eldorado Parque, a empresa intensifica o desenvolvimento e a aprovação de projetos que aliam custo competitivo a atributos valorizados pelo cliente e que atenda a diferentes perfis, como boa localização, plantas bem planejadas e padrão construtivo diferenciado, explica a diretora de incorporação, Patrícia Garrote. “Paralelamente, fortalecemos parcerias com instituições financeiras e agentes de crédito para garantir agilidade nas aprovações e maior previsibilidade nos repasses. Com operação comercial e financeira integrada, a expectativa é ampliar a eficiência nas vendas, apoiada em inteligência comercial, capacitação das equipes e análise de dados para elevar a taxa de conversão”.

Outra empresa que tem investido fortemente no segmento é a CMO Construtora. “Existe uma grande demanda reprimida no mercado de Goiânia, uma vez que a nossa cidade não acompanha o movimento nacional e das principais cidades que já estão com um percentual muito relevante de vendas do programa. Em São Paulo, por exemplo, as vendas de 2025 passaram de 60% dentro do MCMV. Na capital goiana, ainda temos uma representatividade pequena, próxima de 15% a 20%. Então, existe uma demanda reprimida muito grande, uma vez que a maior demanda do mercado imobiliário está localizada nas faixas de rendas que se enquadram dentro do programa, de até R$ 12 mil. Por isso, acreditamos muito no potencial desses empreendimentos, tanto é que já tivemos um lançamento no final de 2025 e teremos um próximo em 2026, enquadrados no Minha Casa Minha Vida. E a expectativa é que nos próximos anos tenhamos entre um e dois lançamentos anuais apostando muito nesse mercado”, afirma o diretor comercial, Marcelo Moreira.

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