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quinta-feira, 26 de março de 2026

Criminosos usam ligações falsas em nome de bancos e INSS para aplicar golpes em aposentados

Golpistas simulam problemas na conta para convencer vítimas a compartilhar dados e fazer transferências



Belo Horizonte, 26 de março de 2026 - Criminosos têm utilizado falsas ligações em nome de instituições financeiras e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para aplicar golpes e obter dados pessoais de vítimas em todo o Brasil. Na abordagem, se passam por funcionários e alegam problemas na conta, necessidade de atualização cadastral ou risco de bloqueio de benefícios.
 

Com informações como nome completo e CPF, os golpistas tornam a fraude mais convincente e passam a solicitar dados sensíveis, como senhas e códigos enviados por SMS. Em seguida, induzem a realização de transferências via Pix sob o pretexto de “regularizar” ou “proteger” a conta.
 

O golpe tem se sofisticado com o uso de tecnologias que simulam centrais de atendimento, clonam números oficiais e reproduzem mensagens automatizadas semelhantes às de instituições reais. Em alguns casos, os criminosos permanecem na linha e orientam a vítima durante toda a operação.
 

“Os criminosos têm se sofisticado no uso de engenharia social, explorando gatilhos como urgência e medo para induzir decisões rápidas e reduzir a capacidade crítica dos clientes. Por isso, atuamos de forma contínua no fortalecimento dos nossos mecanismos de segurança e na ampliação das ações de orientação, com foco em prevenção, conscientização e antecipação de riscos”, destaca Lívia Silva, gerente de Prevenção a Fraude do Banco Mercantil.
 

O principal sinal de alerta é justamente o senso de urgência criado durante a ligação. A vítima é pressionada a agir rapidamente para evitar supostos bloqueios ou prejuízos. “O Banco Mercantil, assim como outras instituições financeiras e o INSS, não realizam solicitações de senhas, códigos de segurança ou transferências por telefone. Esse tipo de abordagem é um indicativo claro de fraude”, destaca a executiva.
 

Em caso de contato suspeito, a orientação é encerrar a ligação imediatamente e buscar os canais oficiais da instituição para confirmar a informação. Também é importante não compartilhar dados pessoais, não realizar transações sob orientação de terceiros e evitar retornar chamadas de números desconhecidos.
 

Compartilhar esse tipo de alerta com familiares, especialmente idosos, também é fundamental, já que esse público é um dos principais alvos. “Informação e cautela são essenciais para prevenir fraudes”, reforça a especialista.

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