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sábado, 21 de março de 2026

InfoGripe: Fiocruz alerta para crescimento atípico da influenza A no Brasil

Estudo mostra que o vírus costuma ter maior atividade no outono e inverno, mas dados da Semana Epidemiológica 10 indicam aumento fora do período esperado; vacinação é a principal forma de proteção

Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF


O mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na sexta-feira (20), alerta para o aumento da circulação da influenza A. Segundo o levantamento, o país registra um volume atípico de notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) ocasionadas pelo vírus para esta época do ano. 


Especialistas demonstram preocupação com a antecipação da curva de casos da influenza A. O vírus costuma apresentar maior atividade durante o outono e o inverno, mas os registros apontam crescimento fora do período esperado. O outono teve início em 20 de março, enquanto os dados analisados correspondem à Semana Epidemiológica 10, entre 8 e 14 de março, anterior ao começo da estação.


A análise destaca que a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos é a vacinação. A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, ressalta que “já temos a vacina contra o VSR para as gestantes e no dia 28 começa a vacinação contra a influenza A para os grupos prioritários”.


O Ministério da Saúde anunciou três estratégias nacionais de vacinação para 2026, com foco na ampliação da cobertura e na redução das doenças imunopreveníveis. A campanha contra a influenza será realizada nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste entre 28 de março e 30 de maio. O Dia D de mobilização está marcado para o dia 28, data de abertura da ação.


Regiões em alerta


UFs


Vinte unidades da Federação (UFs) apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco: 


  • Alagoas;
  • Amapá;
  • Amazonas;
  • Acre;
  • Bahia;
  • Ceará;
  • Distrito Federal;
  • Espírito Santo;
  • Goiás;
  • Maranhão;
  • Mato Grosso;
  • Mato Grosso do Sul;
  • Minas Gerais;
  • Pará;
  • Paraíba;
  • Rio de Janeiro;
  • Rio Grande do Norte;
  • Rondônia;
  • Roraima; e
  • Sergipe.


Capitais


Entre as capitais, 18 das 27 registram nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo.


  • Aracaju (SE);
  • Belo Horizonte (MG);
  • Brasília (DF);
  • Boa Vista (RR);
  • Campo Grande (MS);
  • Cuiabá (MT);
  • Fortaleza (CE);
  • Goiânia (GO);
  • João Pessoa (PB);
  • Macapá (AP);
  • Maceió (AL);
  • Manaus (AM);
  • Natal (RN);
  • Porto Velho (RO);
  • Recife (PE);
  • Rio de Janeiro (RJ);
  • Salvador (BA); e
  • São Luís (MA).


Prevalência dos vírus


Ao longo do ano epidemiológico de 2026, foram notificados mais de 20,3 mil casos de SRAG, sendo 37% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Dentre os casos positivos, o rinovírus é o agente mais detectado, seguido pela influenza A e covid-19.


Vírus Prevalência (%)
Vírus Sincicial Respiratório (VSR) 13,4%
Influenza A 21,8%
Rinovírus 41,9%
Sars-CoV-2 (Covid-19) 14,7%
Influenza B 1,5%


Incidência e mortalidade


Em relação aos óbitos, a covid-19 responde pela maior parte das mortes registradas, seguida pela influenza A e pelo rinovírus.


Vírus Prevalência (%)
Vírus Sincicial Respiratório (VSR) 4,5%
Influenza A 28,6%
Rinovírus 21,8%
Sars-CoV-2 (Covid-19) 37,3%
Influenza B 2,5%



Fonte: Brasil 61

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