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| Agência Brasil |
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou nesta sexta-feira (data) um pacote de investimentos de R$ 9 bilhões destinado à ampliação da capacidade de refino de petróleo no Brasil, em meio à crise energética internacional provocada pela guerra no Oriente Médio.
Do total previsto, R$ 3,8 bilhões serão aplicados na expansão da capacidade de processamento de petróleo da Refinaria Gabriel Passos (Regap), da Petrobras, localizada em Betim, Minas Gerais. O objetivo é aumentar em 50% o volume processado pela unidade, alcançando a marca de 240 mil barris por dia.
Durante o anúncio, Lula criticou o fato de a refinaria operar, antes do início de seu atual mandato, em janeiro de 2023, com apenas 60% da capacidade instalada. Segundo ele, o cenário foi consequência da política de privatizações adotada por governos anteriores.
O presidente também defendeu a criação de reservas estratégicas de diesel pela Petrobras como forma de proteger o país contra oscilações internacionais e evitar aumentos abruptos nos preços dos combustíveis. Atualmente, o Brasil importa cerca de 30% do diesel consumido internamente.
“E se essa guerra durar 30 dias? E se durar 40 dias? E se o Irã não deixar sair nenhum barril de petróleo do estreito de Ormuz?”, questionou Lula durante o evento que marcou a retomada dos investimentos na refinaria mineira.
Segundo o chefe do Executivo, a formação de estoques estratégicos é necessária para reduzir a vulnerabilidade do país diante de crises externas. “Precisamos criar reservas para não sermos vítimas do que está acontecendo hoje”, afirmou, ao mencionar o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã e o fechamento do estratégico estreito de Ormuz.
Lula tem adotado um tom crítico em relação à ofensiva militar norte-americana contra o Irã, classificando a ação como “desnecessária” e “irresponsável”.
O presidente afirmou ainda que o governo federal reagiu rapidamente aos impactos da crise energética, anunciando medidas como redução de impostos, concessão de subsídios ao diesel e ampliação dos mecanismos de fiscalização para evitar aumentos considerados especulativos por parte das distribuidoras de combustíveis.



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