Apesar da alta de 1 ponto percentual frente ao fim de 2025, resultado de 6,1% é o melhor para um primeiro trimestre desde 2012. Rendimento médio e massa salarial batem recordes
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| Juntos, Comércio, Administração Pública e Serviços Domésticos perderam mais de 870 mil postos de trabalho, frente ao trimestre anterior - Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias |
A taxa de desocupação no Brasil subiu para 6,1% no trimestre móvel encerrado em março de 2026, segundo dados divulgados hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa um crescimento de 1 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre de outubro a dezembro de 2025 (5,1%), mas fica 0,9 p.p. abaixo do mesmo período de 2025 (7,0%).
Apesar da alta na comparação trimestral, o indicador registrou a menor taxa de desocupação para um trimestre encerrado em março em toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. Desde o trimestre encerrado em maio de 2025 o índice não superava os 6,0%.
A população desocupada chegou a 6,6 milhões de pessoas, com alta de 19,6% no trimestre – o equivalente a mais 1,1 milhão de pessoas em busca de uma ocupação. Na comparação anual, no entanto, o contingente de pessoas procurando trabalho recuou 13,0% (menos 987 mil pessoas).
O total de trabalhadores ocupados no país ficou em 102,0 milhões, recuando 1,0% (1,0 milhão a menos) frente ao trimestre anterior. Já na comparação com março de 2025, houve alta de 1,5% (mais 1,5 milhão de pessoas ocupadas).
Informalidade recua
A taxa de informalidade no trimestre encerrado em março foi de 37,3% da população ocupada, o equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores sem vínculo formal. O índice ficou abaixo dos 37,6% (38,7 milhões de informais) registrados no trimestre móvel anterior e também abaixo dos 38,0% (38,2 milhões) de um ano atrás.
O número de empregados com carteira assinada no setor privado (excluídos os domésticos) chegou a 39,2 milhões, sem variação significativa no trimestre, mas com alta de 1,3% (mais 504 mil) em 12 meses. Já os empregados sem carteira no setor privado somaram 13,3 milhões, com recuo de 2,1% (menos 285 mil) no trimestre. Na comparação anual, o indicador não teve variação estatisticamente significativa.
Comércio, administração e serviços domésticos perdem vagas
Frente ao trimestre anterior, nenhuma das dez atividades econômicas analisadas pela Pnad Contínua registrou aumento no número de ocupados. Três grupamentos tiveram redução:
- Comércio: menos 287 mil pessoas (-1,5%)
- Administração pública: menos 439 mil (-2,3%)
- Serviços domésticos: menos 148 mil (-2,6%)
Juntos, esses setores perderam mais de 870 mil postos de trabalho na comparação trimestral.
Na comparação com março de 2025, no entanto, dois grupamentos apresentaram alta no contingente de ocupados: Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (alta de 3,2%, ou mais 406 mil pessoas) e Administração pública (alta de 4,8%, ou mais 860 mil pessoas). Já os Serviços Domésticos tiveram redução de 3,6% (menos 202 mil pessoas) no ano.
Rendimentos batem recorde
A massa de rendimento real habitual dos trabalhadores – soma de todas as remunerações – atingiu novo recorde de R$ 374,8 bilhões, com estabilidade no trimestre e alta de 7,1% (mais R$ 24,8 bilhões) em 12 meses.
O rendimento médio real habitual também alcançou novo valor recorde: R$ 3.722, com crescimento de 1,6% no trimestre e de 5,5% no ano, já descontada a inflação nos dois períodos.
Na comparação trimestral, houve aumento no rendimento médio em dois grupamentos: Comércio (3,0%, ou mais R$ 86) e Administração Pública (2,5%, ou mais R$ 127). Os demais não apresentaram variação significativa.
Fonte: IBGE / Pnad Contínua – Trimestre móvel encerrado em março de 2026




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