Levantamento da meutudo mostra que parte dos beneficiários ainda enfrenta barreiras com tecnologia, com o avanço dos serviços digitais
A digitalização dos serviços do INSS tem ampliado o acesso e a praticidade para milhões de brasileiros. Porém, nem todos acompanham esse avanço com facilidade: é o que revela uma pesquisa realizada pela fintech meutudo, com mais de mil participantes, em abril de 2026.
De acordo com o levantamento, embora 68% dos beneficiários consideram fácil utilizar a biometria para acessar o aplicativo Meu INSS, uma parcela relevante ainda enfrenta dificuldades e 14% afirmam não conseguir usar a tecnologia sozinhos.
O cenário evidencia um contraste importante, pois, ao mesmo tempo em que a digitalização avança, ainda há dependência de apoio externo ou barreiras no uso das ferramentas.
Acesso digital avança, mas ainda não é universal
A pesquisa mostra que 69% dos beneficiários já realizaram o cadastro da biometria facial ou digital para acessar os serviços do INSS. Entre eles, 59% dizem conseguir utilizar a tecnologia sem ajuda.
Por outro lado, dificuldades técnicas e operacionais ainda aparecem, sendo que 16% relatam erros frequentes no sistema e 13% afirmam não utilizar a biometria por não saberem como fazer .
Termos técnicos e linguagem ainda são barreiras
Além da tecnologia, a compreensão das informações também se mostra um desafio. Segundo o levantamento, 33% dos entrevistados têm dificuldade ou não entendem termos como “margem consignável”, “RMC” e “averbação” .
Esse cenário tem impacto direto na tomada de decisão, já que 39% dos participantes afirmam já ter assinado documentos do INSS sem entender totalmente o conteúdo .
Mesmo diante das dúvidas, a maioria tenta resolver sozinha, com 61% dizendo buscar informações por conta própria, enquanto 24% recorrem a agências físicas .
Segurança cresce, mas medo ainda existe
Apesar das dificuldades, a percepção sobre as mudanças digitais não é totalmente negativa. Mais da metade (58%) afirma se sentir segura com as atualizações tecnológicas do INSS.
Nos últimos meses, o instituto passou por mudanças importantes, como na frequência do bloqueio automático de benefícios e aprovação de consignado pelo aplicativo, que vieram no pacote de 2026 de novas regras do consignado do INSS.
Ainda assim, 22% demonstram preocupação de que a tecnologia possa dificultar o acesso aos serviços.
Digitalização exige inclusão
Os dados mostram que o avanço digital no INSS é uma realidade consolidada, mas ainda demanda adaptação e suporte para parte dos beneficiários, principalmente para o público de maior idade.
Entre os participantes, 30% têm 65 anos ou mais, público que tende a enfrentar mais desafios com tecnologia .
O levantamento reforça que, além de digitalizar processos, é necessário investir em acessibilidade, linguagem simplificada e suporte ao usuário para garantir que a inovação não exclua quem mais depende dos serviços.



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