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quarta-feira, 15 de abril de 2026

“Vamos contratar três milhões de casas até o final deste ano”, diz Lula ao anunciar ampliação de investimentos para o Minha Casa, Minha Vida

Com aporte de R$ 20 bilhões do Fundo Social, orçamento para habitação chega a R$ 200 bilhões em 2026. Meta do programa habitacional foi elevada para 3 milhões de novas unidades

Ações incluem um aporte extra de R$ 20 bilhões do Fundo Social para o Minha Casa, Minha Vida; ampliação da meta do programa para 3 milhões de moradias até o final de 2026 e ampliação do programa Reforma Casa Brasil. Foto: Ricardo Stuckert / PR


O Governo do Brasil anunciou nesta quarta-feira (15), em Brasília, um pacote de medidas para ampliar o acesso à moradia no país, com foco no fortalecimento do Minha Casa Minha Vida. Durante o evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a meta do programa foi ampliada para três milhões de moradias até 2026, superando a previsão inicial de dois milhões.

“Vamos contratar três milhões de casas até o final deste ano. Prometemos dois, vamos chegar a três. E vamos melhorar a renda das pessoas para que possam ter uma casa um pouco melhor”, declarou o presidente. Lula também destacou a dimensão social da política habitacional, associando o acesso à moradia a um direito fundamental previsto na Constituição.

Entre as principais medidas está o aporte adicional de R$ 20 bilhões oriundos do Fundo Social, elevando o orçamento total da política habitacional para R$ 200 bilhões em 2026 — valor considerado recorde. O novo montante permitirá a contratação de um milhão de unidades habitacionais ainda este ano.

O programa terá atenção especial às famílias da chamada Faixa 3, com renda mensal entre R$ 5 mil e R$ 9,6 mil. Segundo o ministro das Cidades, Vladimir Lima, o programa tem contribuído para a redução do déficit habitacional, que atingiu 7,4%, o menor nível da série histórica, conforme dados da Fundação João Pinheiro.

A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, ressaltou que os investimentos foram ampliados e passaram a contemplar todas as faixas de renda, incluindo a classe média.

O pacote também prevê a atualização das faixas de renda do programa. A Faixa 1 passa a atender famílias com renda de até R$ 3.200; a Faixa 2, de R$ 3.200,01 a R$ 5 mil; e a Faixa 3, de R$ 5 mil a R$ 9,6 mil. Já a chamada classe média poderá acessar o programa com renda de até R$ 13 mil.

Além disso, houve reajuste nos valores máximos dos imóveis financiados. Na Faixa 3, o teto subiu para R$ 400 mil, enquanto para a classe média o limite passou de R$ 500 mil para R$ 600 mil.

Outra frente anunciada foi o reforço do programa Reforma Casa Brasil, que amplia o público atendido para famílias com renda de até R$ 13 mil. As condições também foram facilitadas, com juros reduzidos para 0,99% ao ano, aumento do valor máximo para reformas — de R$ 30 mil para R$ 50 mil — e prazo de pagamento ampliado para até 72 meses.

De acordo com o governo, as medidas também têm impacto econômico relevante. Entre 2022 e 2024, a retomada do Minha Casa Minha Vida retirou 441 mil famílias do déficit habitacional. No mesmo período, a construção civil registrou crescimento, com cerca de 3 milhões de trabalhadores com carteira assinada, além de aumento real de 6% na renda média do setor em 2026.

As ações buscam enfrentar problemas estruturais como a coabitação — quando várias famílias dividem a mesma residência —, o peso elevado do aluguel no orçamento doméstico e a existência de moradias precárias. Segundo o Ministério das Cidades, a ampliação do programa pretende garantir maior acesso à casa própria e melhores condições de moradia para a população brasileira.

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