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sexta-feira, 22 de maio de 2026

Conflito EUA-Irã muda dinâmica global e coloca segurança energética no centro dos investimentos, diz XP

Relatório inédito aponta que o mundo adotou estratégia de "mais de tudo" no setor de energia; Brasil está em posição de destaque na transição devido à matriz limpa e autossuficiência

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


São Paulo, 22 de maio de 2026 – A recente escalada das tensões geopolíticas e a volatilidade nos preços do petróleo provocaram uma redefinição na arquitetura energética global, transformando a segurança de abastecimento no pilar central da alocação de capital. Um relatório inédito divulgado pelo Research da XP mostra que, diante desse estresse, os países estão adotando uma estratégia de "mais de tudo": em vez de uma substituição linear, os investimentos em energia limpa e em combustíveis fósseis avançam simultaneamente.


"O conflito deixa de ser visto apenas como um choque pontual de oferta e passa a funcionar como gatilho para uma redefinição da segurança energética, migrando de um foco em 'suficiência de oferta' para uma reavaliação mais ampla da resiliência da própria arquitetura energética global. Diante disso, existe essa reavaliação por parte dos governos em relação às fontes e às prioridades, e é nisso que a gente entra em duas principais rotas que a gente enxerga", analisa Marcella Ungaretti, Head de Research ESG da XP.


De acordo com o estudo, a primeira rota acelera sistemas domésticos de baixa emissão, ancorados em renováveis, eletrificação e biocombustíveis, para reduzir a dependência de importações. Já a segunda foca em garantir uma oferta fóssil diversificada e local utilizando a infraestrutura existente, o que tende a prolongar a curva de demanda global por petróleo e gás no médio prazo.


O relatório aponta ainda que o impacto da crise energética global varia conforme a realidade de cada país, o que abre uma janela de oportunidade única para o cenário nacional.


Luiza Aguiar, Analista de Research ESG da XP, afirma que o Brasil possui diferenciais competitivos fundamentais, e se beneficia de uma matriz elétrica majoritariamente renovável, um elevado grau de autossuficiência energética, um dos maiores mandatos de mistura de biocombustíveis do mundo e um saldo positivo na balança de petróleo, o que deixa o país com certa resiliência a choques de petróleo.


"O país conta com um forte potencial e um excedente de projetos para exportar energia renovável, o que consolida uma perspectiva positiva frente à volatilidade externa, explica”


Embora o país seja exportador líquido de petróleo bruto, a importação de derivados, como o diesel, por exemplo, exige o fortalecimento das cadeias domésticas. Sobre o impacto desse setor, Regis Cardoso, Head de Óleo, Gás e Petroquímicos do Research da XP, destaca que a riqueza adicional gerada pela produção fóssil nacional se distribui pela sociedade e traz solidez às contas públicas, refletindo-se em um balanço de pagamentos e em um resultado fiscal mais favoráveis. Ele aponta ainda que esse dinamismo eleva o nível de atividade econômica, impulsionando a geração de emprego e renda na indústria de óleo e gás, além de consolidar-se como um importante instrumento de integração do Brasil nos mercados globais.


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