O Rio Grande do Norte foi o estado brasileiro que mais evoluiu em eficiência da máquina pública entre os anos de 2023 e 2025, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados elaborado pelo Centro de Liderança Pública. O levantamento considera a evolução dos estados em relação a eles mesmos, medindo avanços nos indicadores que compõem o pilar de eficiência da gestão pública.
O desempenho potiguar evidencia uma mudança gradual no perfil da administração estadual, marcada pela profissionalização do serviço público e pela ampliação da contratação de servidores efetivos por meio de concursos públicos. Historicamente, o Rio Grande do Norte carregou traços de patrimonialismo político, modelo em que cargos públicos eram frequentemente ocupados por aliados políticos e grupos familiares ligados às estruturas de poder.
Nos últimos anos, entretanto, o Estado passou a apresentar avanços em áreas relacionadas à governança, transparência administrativa e qualificação técnica da máquina pública. A realização de concursos públicos e a recomposição de quadros efetivos em setores estratégicos contribuíram para a melhoria dos indicadores analisados pelo CLP.
Apesar da evolução, o Rio Grande do Norte ainda enfrenta obstáculos estruturais importantes. Na classificação geral do ranking, o estado ocupa atualmente a 16ª posição nacional. Embora tenha avançado em diversos critérios, o levantamento mostra que o RN continua apresentando fragilidades em áreas consideradas centrais para o equilíbrio das contas públicas.
No quesito solidez fiscal, o estado aparece na penúltima colocação do país. Já em gasto público, ocupa a última posição nacional, refletindo dificuldades históricas relacionadas à capacidade de investimento, equilíbrio financeiro e sustentabilidade das despesas estatais.
O Ranking de Competitividade dos Estados, produzido anualmente pelo CLP, avalia diferentes pilares da gestão pública brasileira, incluindo segurança, educação, sustentabilidade social, infraestrutura, inovação e eficiência administrativa. O estudo é utilizado como referência por gestores públicos, pesquisadores e instituições de controle para medir a capacidade de desenvolvimento dos estados brasileiros.



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