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terça-feira, 19 de maio de 2026

Disputa no DC revela busca por novos espaços fora da polarização, avalia Cientista Político

Segundo Elias, o partido tenta utilizar a repercussão envolvendo Joaquim Barbosa para ganhar espaço no debate político nacional, mesmo sendo hoje uma legenda de pouca expressão eleitoral.

Divulgação


A crise interna envolvendo o DC (Democracia Cristã), após a movimentação para aproximar o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa da disputa presidencial, revela muito mais uma tentativa de busca por protagonismo político do que necessariamente um impacto eleitoral imediato. A avaliação é do cientista político Elias Tavares.


Segundo Elias, o partido tenta utilizar a repercussão envolvendo Joaquim Barbosa para ganhar espaço no debate político nacional, mesmo sendo hoje uma legenda de pouca expressão eleitoral.


“Essa briga tem mais impacto dentro do universo político, entre jornalistas, analistas e pessoas que acompanham os bastidores de Brasília, do que propriamente no eleitorado em geral. O DC é um partido pequeno, mas tenta buscar relevância nacional trazendo um nome conhecido como Joaquim Barbosa”, afirma.


Para o cientista político, embora Joaquim Barbosa tenha forte simbolismo ligado ao combate à corrupção e ao julgamento do Mensalão, a disputa interna com Aldo Rebelo mostra um choque de projetos dentro da legenda.


“O Joaquim Barbosa traz visibilidade e recall nacional, mas o Aldo Rebelo também é uma figura histórica e respeitada. É muito mais uma disputa interna sobre os rumos do partido do que algo capaz, neste momento, de alterar significativamente o cenário eleitoral brasileiro”, analisa.


Elias Tavares também avalia que episódios recentes envolvendo nomes ligados ao bolsonarismo, como as discussões em torno de Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro e Banco Master, podem abrir espaço para novas lideranças fora da polarização tradicional entre Lula e Bolsonaro.


“Toda vez que a polarização sofre desgaste, abre-se espaço para o fortalecimento de outros nomes. Evidente que hoje olhamos para figuras como Romeu Zema e Ronaldo Caiado, que tentam ocupar esse espaço de uma direita mais administrativa e menos ideológica”, destaca.


O cientista político chama atenção ainda para a força crescente do ambiente digital nas eleições de 2026 e cita o nome de Renan Santos como um fenômeno que merece atenção.


“Muita gente ainda subestima o peso da internet na política. Hoje o ambiente digital influencia diretamente a formação de opinião. O Renan Santos tem conseguido mobilizar muito bem esse universo, gerar engajamento e ampliar presença nas redes. O cenário de 2026 pode acabar sendo muito mais influenciado pelo digital do que muitos imaginam hoje”, conclui.


Elias Tavares é cientista político, especialista em comunicação eleitoral e marketing político, além de comentarista em veículos de imprensa e analista político.

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