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quarta-feira, 27 de maio de 2026

Projeto no RN aposta na regeneração da Caatinga com mais de 105 mil mudas nativas

Iniciativa em Currais Novos prevê plantio de mais de 105 mil mudas nativas e recuperação de áreas vulneráveis à desertificação no Seridó potiguar

Área desertificada em recuperação pela Aura


Currais Novos, 27 de maio de 2026 – O novo Relatório Anual do Desmatamento no Brasil, divulgado nesta quarta-feira (27) pelo MapBiomas, mostrou que o desmatamento caiu mais de 20% em 2025 e ficou abaixo de 1 milhão de hectares pela primeira vez desde 2019. Na Caatinga, a área desmatada caiu de 174.119 hectares em 2024 para 128.947 hectares no último ano, reforçando a relevância de iniciativas de regeneração ambiental na região. Nesse contexto, a Aura avança, em Currais Novos (RN), com um projeto voltado à recomposição vegetal e à recuperação de áreas degradadas no Seridó potiguar.
 

O plano de reposição florestal na Fazenda Jesus Maria integra um programa de três anos voltado à recuperação ambiental do Seridó potiguar. Até o momento, mais de 21 mil mudas nativas da Caatinga já foram plantadas em mais de 20 hectares da área. Ao longo de 2026, a companhia prevê o plantio de outras 96 mil mudas e a recuperação de mais 65 hectares em áreas vulneráveis do semiárido potiguar.
 

A área total preservada pela companhia soma 513 hectares, equivalente a mais de 700 campos de futebol. Mais do que ampliar a cobertura vegetal, o projeto busca recuperar funções ecológicas do bioma em uma região marcada pelo estresse hídrico e pela degradação do solo.
 

“Para nós, o trabalho é muito maior do que plantar árvores. Estamos trazendo a vida de volta ao bioma. Acompanhar diariamente a recomposição dessa área, ver o solo se recuperar e testemunhar o retorno da nossa fauna e flora nativas traz uma emoção muito profunda. É a prova de que podemos fazer mineração com cuidado verdadeiro pela nossa terra”, ressalta Higo Costa, analista ambiental da unidade Borborema da Aura.
 

O trabalho já permite observar o retorno da biodiversidade, com o reaparecimento de espécies da flora e fauna locais. Todo o processo é conduzido com mão de obra da comunidade, gerando até 20 empregos durante a implantação e fortalecendo a economia regional. Para os trabalhadores, a transformação da paisagem representa orgulho e pertencimento.


Morador da comunidade Cruz, próxima à área do projeto, Gilberto Luiz da Silva trabalha no reflorestamento da Fazenda Jesus Maria e acompanha de perto a transformação da paisagem. “A gente vê a terra mudando, ficando mais verde, e dá um orgulho danado saber que está ajudando a cuidar do lugar da gente”, diz.
 

A visão de longo prazo da Aura é transformar a área em espaço de referência para educação ambiental, envolvendo escolas e comunidades do Seridó potiguar. A iniciativa é um dos exemplos da cultura Aura 360, que busca gerar um legado real de recuperação ambiental e social nas regiões onde atua, por meio de ações que vão além da legislação exigida. “Nossa visão de sustentabilidade é clara: a mineração, por atuar em regiões remotas e frequentemente desassistidas, possui uma oportunidade valiosa de gerar impacto positivo real para todos os públicos — comunidades, colaboradores e meio ambiente além da própria empresa”, afirma Rodrigo Barbosa, CEO da Aura.
 

O compromisso com a regeneração ambiental soma-se a outras iniciativas da operação Borborema voltadas ao uso sustentável de recursos naturais no semiárido. A companhia investiu R$ 48,4 milhões em uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), que hoje permite que 100% da água utilizada na produção do minério venha de água de reúso. Toda a água captada e direcionada para a operação passa por tratamento antes de ser utilizada no processo industrial.

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