Especialistas da meutudo explicam o que mudou no consignado e quais medidas seguem sendo adotadas para ampliar a proteção dos beneficiários
São Paulo, maio de 2026 - Um ano após os casos de fraudes envolvendo aposentados e pensionistas do INSS, o mercado de crédito consignado passou por mudanças importantes nas regras de contratação e segurança das operações. As medidas implementadas desde então buscaram ampliar a proteção dos beneficiários, mas também trouxeram novos desafios para parte da população que depende da modalidade.
Entre as principais mudanças está a exigência de desbloqueio prévio do benefício para contratação do consignado por meio de reconhecimento facial biométrico. A medida elevou o nível de segurança das operações e reduziu brechas utilizadas em fraudes, especialmente em contratos realizados sem autorização do titular.
Segundo especialistas da meutudo, apesar do avanço na segurança, parte dos aposentados e pensionistas ainda enfrenta dificuldades de acesso ao crédito por não possuir biometria cadastrada nos sistemas do governo.
“O aumento das camadas de segurança era necessário para proteger os beneficiários. Ao mesmo tempo, existe um desafio importante de inclusão financeira, já que muitos aposentados ainda não possuem biometria cadastrada e acabam encontrando barreiras para acessar uma das linhas de crédito mais acessíveis do mercado”, afirma Marcio Feitoza, CEO da meutudo.
Mesmo após os episódios de fraude, o mercado de consignado demonstrou estabilidade ao longo dos últimos meses. De acordo com a meutudo, a maior parte dos beneficiários que já utilizava a modalidade conseguiu se adaptar às novas exigências de segurança, retomando as contratações em um ambiente mais controlado e transparente.
Além das mudanças operacionais, o tema também ampliou o interesse dos aposentados por informações relacionadas à segurança financeira e prevenção de golpes. Segundo a meutudo, conteúdos educativos publicados nos canais da empresa registraram aumento de procura durante o período, principalmente em temas ligados a bloqueio de benefícios, contratação de empréstimo e identificação de fraudes.
Para o especialista, a educação financeira segue sendo uma das principais ferramentas de proteção para aposentados e pensionistas. “Quando o beneficiário entende quais descontos estão sendo aplicados no benefício, como funciona a contratação e quais são seus direitos, ele se torna menos vulnerável a abordagens fraudulentas. Informação também é uma forma de proteção”, explica Marcio Feitoza.
O setor também vem implementando novas medidas para ampliar a segurança das operações. Entre elas está a confirmação obrigatória da contratação pelo aplicativo Meu INSS, mecanismo que deve impedir empréstimos realizados sem autorização do beneficiário.
Outras iniciativas incluem bloqueios para depósitos em contas diferentes da utilizada para recebimento do benefício, travas para impedir averbações em nome de segurados falecidos e mecanismos para barrar descontos sem contrato vinculado.
Outra mudança aguardada pelo mercado é a implementação do chamado “Leilão do INSS”, modelo que permitirá ao aposentado comparar taxas entre diferentes instituições financeiras antes da contratação. A expectativa é ampliar a transparência das operações e estimular maior competitividade entre os bancos.
Para a meutudo, as mudanças implementadas ao longo do último ano representam um avanço importante na proteção dos beneficiários, mas o cenário ainda exige acompanhamento constante, educação financeira e atualização contínua das medidas de segurança.



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