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quinta-feira, 30 de julho de 2026

Desemprego cai para 5,4% no segundo trimestre de 2026 e Brasil registra menor número de desocupados

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,4% no trimestre encerrado em junho de 2026, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. O índice representa uma queda de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, quando a desocupação era de 6,1%, e também ficou abaixo dos 5,8% registrados no mesmo período de 2025.


A melhora no mercado de trabalho foi acompanhada pela redução do número de brasileiros em busca de emprego. A população desocupada foi estimada em 5,9 milhões de pessoas, uma diminuição de 718 mil trabalhadores em comparação com o trimestre anterior (-10,9%). Em relação ao segundo trimestre de 2025, houve redução de 392 mil pessoas desempregadas.


Ao mesmo tempo, o número de pessoas ocupadas atingiu 103,1 milhões, o maior contingente do período, com crescimento de 1,1% frente ao trimestre anterior, o equivalente a 1,08 milhão de novos ocupados. Na comparação anual, foram incorporados 742 mil trabalhadores ao mercado.


O nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas empregadas em relação à população em idade de trabalhar, subiu para 58,8%, avanço de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.


Subutilização e desalento também diminuem


Os indicadores de subutilização da força de trabalho também apresentaram melhora. A taxa composta de subutilização caiu para 12,9%, redução de 1,4 ponto percentual frente ao trimestre anterior e de 1,5 ponto em relação ao mesmo período de 2025.


O número de brasileiros subutilizados chegou a 14,7 milhões, representando uma queda de 1,64 milhão de pessoas em apenas um trimestre e de 1,81 milhão na comparação anual.


Também houve redução no número de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas, que passou para 4,1 milhões, queda de 6,6% em relação ao trimestre anterior e de 11,5% frente ao mesmo período do ano passado.


Outro indicador que apresentou melhora foi o desalento — situação em que a pessoa desiste de procurar emprego por acreditar que não conseguirá uma vaga. O número de desalentados caiu para 2,3 milhões, redução de 14,7% no trimestre e de 17% na comparação anual. O percentual de desalentados passou de 2,4% para 2,1%.


Emprego formal permanece estável


Entre as diferentes formas de ocupação, os empregados do setor privado com carteira assinada permaneceram estáveis, totalizando 39,4 milhões de trabalhadores.


Já o número de empregados sem carteira assinada cresceu 2,2%, alcançando 13,6 milhões de pessoas, um aumento de 288 mil trabalhadores frente ao trimestre anterior.


No setor público, o contingente de empregados chegou a 13 milhões, com crescimento de 2,6% no trimestre. Já os trabalhadores por conta própria permaneceram estáveis, somando 26,1 milhões.


Renda mantém estabilidade e cresce na comparação anual


O rendimento médio real habitual do trabalhador brasileiro foi estimado em R$ 3.738, permanecendo estável em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período de 2025, entretanto, houve crescimento de 2,8%.


A massa de rendimentos, que representa a soma dos salários recebidos pelos trabalhadores, alcançou R$ 380,3 bilhões, mantendo estabilidade frente ao trimestre anterior, mas registrando aumento de 3,6% em relação ao segundo trimestre de 2025, um acréscimo de R$ 13,2 bilhões.


Transporte e setor público impulsionam geração de empregos


Entre os setores da economia, os maiores avanços no número de ocupados ocorreram em Transporte, armazenagem e correio, que registrou crescimento de 3,9% no trimestre e 4,9% na comparação anual.


Outro destaque foi o grupamento de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, que aumentou 2,6% frente ao trimestre anterior e 2,9% em relação ao mesmo período de 2025.


Na comparação anual, apenas os serviços domésticos apresentaram redução no número de trabalhadores, com queda de 5%.


Em relação aos rendimentos por atividade, não houve aumento significativo frente ao trimestre anterior. Já na comparação com o segundo trimestre de 2025, os maiores ganhos salariais foram observados nos setores de Transporte, armazenagem e correio (4,3%), Outros serviços (7,5%) e Serviços domésticos (4,0%). Por outro lado, os trabalhadores da área de Administração pública, educação, saúde e serviços sociais registraram redução de 2,8% no rendimento médio em relação ao trimestre imediatamente anterior.


Os resultados indicam que o mercado de trabalho brasileiro manteve trajetória de fortalecimento no segundo trimestre de 2026, com redução do desemprego, queda da subutilização da mão de obra e aumento do número de pessoas ocupadas, enquanto os rendimentos permaneceram estáveis no curto prazo e cresceram em relação ao ano anterior.

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