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quinta-feira, 9 de julho de 2026

Golpes em passagens e hospedagens: especialista orienta como se proteger

Sites falsos, perfis fraudulentos em redes sociais e ofertas com preços muito abaixo do mercado estão entre as principais armadilhas

Foto: Magnific


Passagens aéreas que nunca são emitidas, hospedagens inexistentes e pacotes turísticos vendidos por perfis fakes estão entre os golpes que mais dão "dor de cabeça". Com o aumento da procura por viagens, especialistas alertam para os cuidados necessários antes de fechar qualquer compra pela internet.


Sites falsos, perfis fraudulentos em redes sociais e ofertas com preços muito abaixo da média estão entre as principais estratégias utilizadas por criminosos para atrair consumidores em busca de economia. O alerta é de Murielle Guanabara, advogada e professora do curso de Direito da Universidade Potiguar (UnP), integrante do maior e mais inovador ecossistema de ensino de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima.


“Ofertas muito abaixo do valor praticado pelo mercado devem sempre despertar atenção. Essa é uma das características mais comuns dos golpes. Antes de fechar qualquer compra, o consumidor precisa pesquisar preços, verificar a reputação da empresa e confirmar se o site é realmente oficial”, explica.


De acordo com a especialista, entre os problemas mais frequentes registrados pelos órgãos de defesa do consumidor estão a não emissão de passagens após o pagamento, cancelamentos unilaterais de pacotes turísticos, alterações de hospedagens sem autorização do cliente, cobrança de taxas não informadas previamente e negativa de reembolso.


Muitas fraudes acontecem por meio de links enviados por aplicativos de mensagens ou redes sociais. Por isso, a recomendação é acessar diretamente os canais oficiais das empresas. “O ideal é nunca efetuar pagamentos a partir de links recebidos por terceiros. O consumidor deve acessar diretamente o site oficial da companhia aérea, hotel ou agência de turismo para realizar a contratação”, orienta Murielle.


Outro cuidado importante é verificar se a empresa possui cadastro regular e histórico confiável de atuação. Antes da compra, é recomendável consultar o CNPJ, pesquisar avaliações de outros consumidores e conferir registros em plataformas de reclamação.


“Também é fundamental desconfiar de cobranças com caráter de urgência, como promoções que exigem pagamento imediato para garantir a vaga. Essa pressão costuma ser utilizada por golpistas para impedir que a vítima faça uma verificação mais cuidadosa”, adverte.


Além dos cuidados na contratação, a professora destaca a importância de formalizar toda a negociação. Contratos, comprovantes de pagamento, e-mails de confirmação, vouchers e capturas de tela dos anúncios devem ser guardados até o fim da viagem. “Tudo aquilo que foi anunciado deve constar no contrato. Datas, horários, tipo de acomodação, serviços incluídos, taxas e políticas de cancelamento precisam estar claramente especificados. Esses documentos são essenciais caso seja necessário buscar ressarcimento posteriormente”, afirma.


A recomendação também vale para hospedagens de temporada. Nesses casos, é importante confirmar a existência do imóvel, checar avaliações anteriores e pesquisar se a empresa ou corretor responsável possui registro legal.


O que fazer se for vítima de golpe?


Caso o consumidor perceba que foi vítima de golpe ou enfrente problemas com a prestação do serviço contratado, a orientação é reunir toda a documentação e agir rapidamente.


Além de registrar reclamação junto à empresa, é recomendável formalizar a ocorrência nos órgãos de defesa do consumidor e, em situações que envolvam fraude, registrar boletim de ocorrência.


“O Código de Defesa do Consumidor garante mecanismos de proteção para diversas situações. Quanto mais documentação o consumidor tiver em mãos, maiores são as chances de conseguir o ressarcimento dos prejuízos sofridos. O importante é guardar comprovantes, registrar todas as tentativas de contato e buscar orientação o quanto antes”, acrescenta Murielle.

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