Em 2025, havia 76 milhões de domicílios com Internet (95,0%), aumento de 1,3 p.p. ante 2024. O crescimento tem sido mais acelerado nas áreas rurais, reduzindo a diferença em relação às áreas urbanas: em 2016, essa diferença foi maior do que 41,5 p.p. (35,0% versus 76,5%) e em 2025 caiu para 7,8 p.p. (88,0% versus 95,8%).
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| Conversar por chamadas de voz ou vídeo" é a principal finalidade do acesso à Internet. - Foto: Bruno Peres/Agência Brasil |
O acesso à internet continua avançando no Brasil e já está presente em 95% dos domicílios particulares permanentes do país. Em 2025, cerca de 76 milhões de residências utilizaram a rede, um crescimento de 2,7 milhões de domicílios em relação ao ano anterior. Os dados fazem parte do módulo de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), divulgado nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento mostra que a expansão foi mais intensa nas áreas rurais, reduzindo significativamente a diferença em relação às cidades. Em 2016, a distância entre os dois cenários era de 41,5 pontos percentuais. Em 2025, caiu para apenas 7,8 pontos percentuais: enquanto 95,8% dos domicílios urbanos utilizavam internet, o índice nas áreas rurais chegou a 88%.
Apesar do avanço, cerca de 4 milhões de domicílios brasileiros ainda permanecem sem acesso à internet. Segundo o IBGE, o principal motivo apontado foi a falta de conhecimento para utilizar a tecnologia (36,5%). Em seguida aparecem o alto custo do serviço (25,9%) e a ausência de necessidade de acesso (25,2%). Nas áreas rurais, também pesa a indisponibilidade do serviço, apontada por 8,9% dos entrevistados.
Banda larga cresce
Entre os domicílios conectados, o uso da banda larga móvel passou de 84,2% para 85,9% entre 2024 e 2025. Já a banda larga fixa atingiu 89,2% dos lares, mantendo crescimento gradual.
A Região Nordeste continua liderando o acesso à banda larga fixa, com 92,8% dos domicílios conectados por esse tipo de serviço. Já a Região Norte registrou o maior avanço anual, embora ainda apresente o menor percentual nacional (86,2%). No caso da banda larga móvel, o menor índice permanece no Nordeste (72,4%), enquanto o Sudeste alcançou 91,9%. A conexão discada tornou-se praticamente inexistente, presente em apenas 0,2% dos domicílios brasileiros.
Streaming avança e TV por assinatura perde espaço
O estudo também mostra mudanças no consumo de entretenimento. Em 2025, 33,4 milhões de domicílios possuíam assinatura de serviços de streaming de vídeo, um aumento de 1,5 milhão em comparação com 2024. A modalidade já está presente em 44,4% das residências com televisão.
A Região Centro-Oeste passou a liderar esse mercado, com 51,5% dos domicílios utilizando plataformas pagas de streaming, enquanto o Nordeste registrou a menor participação, com 30,7%.
Os dados revelam ainda que o acesso ao streaming está diretamente relacionado à renda. O rendimento médio mensal per capita dos domicílios com assinatura foi de R$ 3.072, mais que o dobro da renda registrada entre aqueles sem esse serviço (R$ 1.454). Nos lares que combinam streaming e TV por assinatura, a renda média chega a R$ 4.241.
Enquanto o streaming cresce, a televisão por assinatura continua perdendo espaço. Em 2025, apenas 23,5% dos domicílios com televisão mantinham esse serviço, percentual inferior ao registrado em 2024. Entre os motivos para não contratar a TV paga, 62,2% afirmaram não ter interesse e 10% disseram que os conteúdos disponíveis pela internet substituem o serviço tradicional.
Antenas digitais substituem parabólicas antigas
A pesquisa aponta ainda a consolidação das mini parabólicas digitais. Em apenas três anos, a participação desses equipamentos praticamente dobrou, passando de 8,6% dos domicílios com televisão em 2022 para 16% em 2025. Atualmente, cerca de 12 milhões de residências utilizam esse sistema de recepção, impulsionado pela substituição das antigas parabólicas analógicas.
Computadores estabilizam e celulares dominam
Depois de anos de queda, a presença de computadores voltou a crescer discretamente. Em 2025, 38,7% dos domicílios possuíam microcomputador, contra 38,5% no ano anterior. Já os tablets também registraram expansão, passando de 10,7% para 11,6% das residências.
Os telefones celulares seguem praticamente universais: 97,4% dos domicílios brasileiros possuem pelo menos um aparelho móvel, o maior percentual da série histórica. Em contrapartida, o telefone fixo continua em declínio e está presente em apenas 5,9% das residências.
Rádio perde espaço e dispositivos inteligentes avançam
Outro equipamento tradicional que continua perdendo espaço é o rádio. Em 2025, ele estava presente em 46,9% dos domicílios brasileiros, o menor índice desde o início da série histórica do levantamento.
Já os dispositivos inteligentes, como assistentes virtuais e equipamentos conectados à internet, seguem em expansão. Eles já estão presentes em 15,4 milhões de domicílios brasileiros, o equivalente a 20,2% das residências com acesso à internet. O percentual é maior nas áreas urbanas (21,2%), mas o crescimento mais acelerado ocorreu nas áreas rurais. Regionalmente, o menor índice foi registrado no Nordeste (13,5%), enquanto a Região Sul lidera, com 27,9%.
Informações da Agência IBGE



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