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sexta-feira, 24 de julho de 2026

Maioria prefere Brasil mais próximo da China que dos EUA

Pesquisa PoderData mostra que 52% dos eleitores defendem maior aproximação com os chineses, enquanto 35%, com os norte-americanos



São Paulo, julho de 2026 - Levantamento PoderData realizado de 18 a 20 de julho de 2026 mostra uma inversão na percepção sobre o comércio exterior depois de tarifaços impostos por Donald Trump. Para 52% dos eleitores, o Brasil deve estreitar mais as relações comerciais com a China do que com os Estados Unidos, enquanto 35% defendem maior aproximação com os norte-americanos.


O resultado é o inverso do registrado no mesmo período de 2025. À época, 59% diziam ser “melhor o Brasil manter relações comerciais com os EUA”, enquanto 32% manifestaram preferência pela China.


A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Os dados foram coletados por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 147 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. Não se trata de uma pesquisa de sondagem de intenção de votos e, por essa razão, não há necessidade de registro na Justiça Eleitoral.

 

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, são mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.


EUA: IMAGEM RUIM


A deterioração da imagem dos Estados Unidos entre os eleitores brasileiros havia sido sinalizada na pesquisa PoderData/Aya realizada de 12 a 15 de julho. Na ocasião, os entrevistados responderam à seguinte pergunta: “Sobre um possível apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), a algum candidato a presidente do Brasil, você acredita que [é positivo, negativo, não faz diferença]?”.

 

A maior parte (42%) afirmou que esse apoio teria impacto negativo na campanha do candidato escolhido.



A relação entre o Brasil e os Estados Unidos vive um período de instabilidade desde o início do 2º mandato do presidente Donald Trump (Partido Republicano). O cenário reflete as diferenças político-ideológicas entre os governos dos 2 países.

 

Trump é aliado da família Bolsonaro. Em julho de 2025, determinou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos. A medida teve como justificativa o tratamento dado pelo Supremo Tribunal Federal ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no processo em que ele respondeu por tentativa de golpe de Estado. Posteriormente, parte da taxação foi revertida.

 

As tensões voltaram a aumentar em 1º de junho. O governo dos EUA anunciou uma proposta para impor uma tarifa de 25% sobre uma ampla lista de produtos importados do Brasil. A alegação é de que o país teria adotado práticas consideradas desleais e prejudiciais para empresas norte-americanas. O tarifaço foi confirmado em 15 de julho.

 

Na 5ª feira (23.jul), o representante comercial dos EUA, Jamison Greer, anunciou uma outra sobretaxa de 12,5% aos produtos brasileiros, alegando a existência de trabalho escravo na produção dos bens enviados aos EUA.

 

Como resposta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou as críticas ao governo norte-americano e reforçou o discurso em defesa da soberania brasileira.

 

Ao mesmo tempo, o tarifaço acelerou a aproximação comercial entre Brasil e China. Em 2025, o avanço das exportações brasileiras para o mercado chinês neutralizou a retração provocada pelas tarifas dos EUA. De agosto a novembro, o valor embarcado para a China cresceu 28,6% em relação ao mesmo período de 2024. Já as exportações destinadas aos EUA caíram 25,1%. A expectativa é que o movimento se repita com a nova onda de tarifas.

 

ESTRATIFICAÇÃO


O PoderData detalhou as respostas por recortes demográficos, como sexo, idade, região, escolaridade e renda:

 


METODOLOGIA


A pesquisa PoderData foi realizada de 18 a 20 de julho de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 147 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%.

 

As entrevistas foram realizadas por telefone (para linhas fixas e de celulares), por meio do sistema URA (Unidade de Resposta Audível), em que o entrevistado ouve perguntas gravadas e responde por meio do teclado do aparelho.

 

Para facilitar a leitura, os resultados da pesquisa foram arredondados. Por causa desse processo, é possível que o somatório de algum dos resultados seja diferente de 100%. Diferenças entre as frequências totais e os percentuais em tabelas de cruzamento de variáveis podem aparecer por conta de ocorrências de não resposta.


Este estudo foi realizado com recursos próprios do PoderData, empresa de pesquisas que faz parte do grupo de mídia Poder360 Jornalismo.

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