AgroSertão movimenta mais de R$ 1,24 milhão e amplia produção de algodão agroecológico no Seridó - Blog A CRÍTICA

Últimas

Post Top Ad

domingo, 9 de agosto de 2026

AgroSertão movimenta mais de R$ 1,24 milhão e amplia produção de algodão agroecológico no Seridó

Fotos: Agência Sebrae


O Projeto AgroSertão vem consolidando a retomada da produção de algodão no semiárido do Rio Grande do Norte, com atuação em 17 municípios do Seridó e foco na agricultura familiar, mecanização, agroecologia e acesso ao mercado. Entre 2022 e 2025, a iniciativa beneficiou mais de 350 famílias e estruturou aproximadamente 300 hectares destinados ao cultivo do algodão.


Durante o período de execução, foram produzidos cerca de 170 mil quilos de algodão em rama, que resultaram em aproximadamente 70 mil quilos de algodão em pluma. A produção gerou mais de R$ 1,24 milhão em receita direta para os agricultores participantes.


O projeto é desenvolvido por meio de uma rede de instituições que reúne Sebrae-RN, Embrapa, Fundação Banco do Brasil, Instituto Riachuelo, Governo do Estado, prefeituras e organizações de produtores. A proposta combina assistência técnica, capacitação, mecanização, fornecimento de insumos e equipamentos e garantia de mercado para a produção.


Um dos principais eixos foi a estruturação das propriedades rurais. Ao longo do projeto, foram distribuídos 350 kits de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e entregues 32 conjuntos de máquinas e implementos agrícolas de uso coletivo. Entre os equipamentos estão motocultivadores, plantadeiras, semeadeiras, roçadeiras multifuncionais, enxadas rotativas, carretas agrícolas e equipamentos destinados ao transporte de cargas.


A mecanização foi incorporada para reduzir o esforço físico dos agricultores e aumentar a eficiência das operações de plantio e colheita, especialmente em propriedades de agricultura familiar inseridas nas condições climáticas do semiárido.


Outro resultado estrutural foi a criação da Cooperativa dos Produtores Agroecológicos do Seridó, que reúne atualmente mais de 180 agricultores de 16 municípios. A organização passou a atuar no beneficiamento, comercialização e negociação conjunta da produção, buscando ampliar o poder de negociação dos agricultores e reduzir a dependência de intermediários.


O modelo produtivo adotado pelo AgroSertão tem como característica a produção agroecológica, sem utilização de agrotóxicos. O sistema inclui práticas como análise e preparação do solo, uso de biofertilizantes e fertilizantes naturais, controle biológico e manejo de recursos disponíveis nas propriedades.


A iniciativa também trabalha com soluções voltadas à sustentabilidade, incluindo reúso de água, utilização de energia solar e estímulo à polinização natural. O objetivo é associar a recuperação da cotonicultura à redução dos impactos ambientais e à melhoria da eficiência produtiva.


Na etapa de fornecimento de materiais e conhecimento técnico, a Embrapa Algodão participa com sementes certificadas e capacitação de produtores e consultores. A Emparn contribui com palma forrageira e estrutura para o beneficiamento do algodão, enquanto a Fundação Banco do Brasil apoia a aquisição de máquinas, implementos e equipamentos de proteção.


O Instituto Riachuelo, por sua vez, participa da cadeia comercial adquirindo a produção para utilização na indústria têxtil. A conexão com o mercado consumidor ganhou projeção nacional em 2025, quando foi lançada uma coleção de camisetas confeccionadas com algodão agroecológico produzido por agricultores vinculados ao projeto.


Projeção para 2026


Em 2026, o AgroSertão atende 131 famílias e estima produzir aproximadamente 25 toneladas de algodão em pluma. A nova etapa mantém a estratégia de ampliar a produção associada à agricultura familiar, à organização coletiva e à comercialização da fibra.


Os números acumulados mostram que o projeto deixou de atuar apenas na recuperação do cultivo e passou a estruturar uma cadeia produtiva, envolvendo produção, beneficiamento, cooperativismo e mercado consumidor.


Com cerca de 300 hectares cultivados, mais de 170 toneladas de algodão em rama produzidas, aproximadamente 70 toneladas de pluma beneficiada e receita superior a R$ 1,24 milhão, o AgroSertão apresenta a cotonicultura agroecológica como uma alternativa de geração de renda e diversificação econômica para o semiárido potiguar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Post Bottom Ad

Pages