No início da noite desta segunda-feira (31), quem estivesse lendo, trabalhando em home office ou simplesmente assistindo à missa na Zona Norte de Caicó foi surpreendido por uma imensa baderna de terceiro mundo, praticada pelo prefeito de Caicó e por outros aliados analfabetos, com som muito alto e “discursos” típicos desse tipo de demagogos de terceiro mundo.
É curioso como alguns "políticos" de terceiro mundo confundem democracia com gritaria. Talvez imaginem que, quanto mais alto o som, maior seja a razão. O problema é que o volume dos alto-falantes não aumenta a qualidade dos argumentos — apenas aumenta a poluição sonora.
Os demagogos de terceiro mundo têm uma característica bastante conhecida: causam poluição sonora nas cidades brasileiras e transformam as eleições em verdadeiros carnavais, onde não existe qualquer tipo de debate. É apenas gritaria, propaganda e chantagem do povo analfabeto com obras públicas e, agora, com as emendas.
Debater ideias dá trabalho. Explicar propostas exige inteligência. Convencer o eleitor exige argumentos. Muito mais fácil, portanto, subir em um carro de som, aumentar o volume até incomodar toda a vizinhança e transformar a rua em palanque particular.
De forma muito grosseira, o prefeito e seus aliados foram dar ordem às pessoas para não votarem em determinado candidato. Além de poluir a cidade, ainda não aceitam a liberdade das pessoas de votar e ser votado. Aparentemente, para essa gente, democracia é muito bonita no discurso — desde que o eleitor vote exatamente como eles mandam.
Eis uma curiosa concepção de liberdade: o cidadão pode votar, desde que escolha o candidato autorizado pelo chefe político.
Essas aberrações de terceiro mundo ainda usam sonorização agressiva, com locutores barulhentos, para fazer baderna nas ruas. O cidadão que trabalha, estuda, descansa, lê ou simplesmente deseja ouvir seus próprios pensamentos que se dane. A prioridade é o espetáculo político.
No fundo, trata-se de uma velha fórmula: pouco argumento, muito barulho. Pouco debate, muita demagogia. Pouca educação, muito microfone.
Talvez esteja na hora de alguns políticos descobrirem uma coisa elementar: democracia não é gritar mais alto que o adversário. É respeitar o direito de o cidadão pensar, escolher e votar livremente.
E, definitivamente, uma cidade não deveria precisar pagar o preço da poluição sonora para ouvir aquilo que poderia ser dito em um tom civilizado.


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