Fiscalização encontrou irregularidades em nove municípios, aplicou R$ 2,88 milhões em multas e embargou quatro áreas
Uma área de 31,86 hectares de Mata Atlântica desmatada ilegalmente foi identificada no Rio Grande do Norte durante a Operação Mata Atlântica em Pé 2026. O território corresponde a aproximadamente 45 campos de futebol e representa mais de 60% da área fiscalizada pelas equipes ambientais durante os dez dias de operação no estado.
A ação ocorreu simultaneamente entre os dias 17 e 27 de agosto, em 17 estados abrangidos pelo bioma. O balanço nacional foi apresentado durante uma transmissão ao vivo no canal do Ministério Público de Minas Gerais no YouTube.
No Rio Grande do Norte, a operação mobilizou o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) e o Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAMB).
A fiscalização combinou ferramentas de inteligência geoespacial, monitoramento remoto e ações presenciais para verificar alertas de possíveis desmatamentos registrados em áreas do bioma.
Ao todo, foram fiscalizadas 13 áreas, que resultaram na lavratura de 10 autos de infração, na aplicação de quatro embargos e em R$ 2.888.250 em multas ambientais, além de outras providências administrativas.
Desmatamento foi identificado em nove municípios
As áreas fiscalizadas estão distribuídas por nove municípios potiguares: Canguaretama, Goianinha, Vila Flor, Arez, Baía Formosa, Macaíba, São Gonçalo do Amarante, Nísia Floresta e São José do Mipibu.
Os alvos foram selecionados a partir de alertas de desmatamento detectados por sistemas de monitoramento remoto, entre eles o MapBiomas Alerta. As informações foram posteriormente verificadas pelas equipes em campo, permitindo confirmar as ocorrências e adotar as medidas administrativas cabíveis.
A estratégia permite direcionar a fiscalização para áreas onde há indícios de supressão da vegetação nativa, combinando tecnologia de monitoramento territorial com a presença dos agentes ambientais.
Atuação integrada fortalece fiscalização
Para a promotora de Justiça Luciana Maria Maciel, coordenadora da operação no Rio Grande do Norte, a atuação conjunta das instituições amplia a capacidade de combate ao desmatamento ilegal.
A integração entre o Ministério Público, órgãos ambientais e forças policiais permite compartilhar informações, cruzar dados de monitoramento e realizar ações coordenadas para identificar responsáveis por intervenções ilegais na vegetação nativa.
A Operação Mata Atlântica em Pé ocorre de forma articulada entre diferentes instituições públicas e tem como objetivo combater a destruição ilegal de áreas remanescentes do bioma, utilizando ferramentas de inteligência e fiscalização para localizar áreas desmatadas e responsabilizar os envolvidos.



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