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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Estudo mostra que estudantes da educação profissional no RN têm taxa de ingresso no ensino superior mais que o dobro da observada no ensino médio

 

  • Pesquisa do Itaú Educação e Trabalho mostra que 63,5% dos estudantes do ensino técnico integrado ingressaram na graduação, ante 31,2% entre os concluintes do Ensino Médio;

  • O levantamento também identifica melhores indicadores de inserção no mundo do trabalho, maior formalização e remuneração superior entre os egressos da Educação Profissional e Tecnológica (EPT).

 

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Rio Grande do Norte, setembro de 2026 – Estudantes que cursaram a Educação Profissional e Tecnológica (EPT) no Rio Grande do Norte têm mais chances de ingressar no ensino superior e apresentam remuneração média superior do que aqueles que concluíram apenas o Ensino Médio.


Segundo o estudo “Para onde vão os egressos da EPT? Empregabilidade e acesso ao ensino superior no Brasil”, realizado pelo Itaú Educação e Trabalho (IET), 63,5% dos jovens que cursaram o ensino técnico integrado ingressaram em cursos de graduação, enquanto, entre aqueles que concluíram apenas o Ensino Médio, esse percentual foi de 31,2%. Isso significa que a taxa de ingresso na graduação entre os egressos do ensino técnico integrado é mais que o dobro da observada entre os concluintes do ensino médio.


“Os resultados indicam que a Educação Profissional e Tecnológica não representa um obstáculo à continuidade dos estudos. Pelo contrário: os estudantes que cursaram EPT apresentam taxas de acesso ao ensino superior superiores às observadas entre os concluintes do ensino médio regular”, destaca Silvana Oliveira, superintendente do Itaú Educação e Trabalho.

 

INSERÇÃO PROFISSIONAL

Além da continuidade dos estudos, a pesquisa mostra que os egressos da EPT também apresentam melhores resultados na inserção no mundo do trabalho formal. Para avaliar a qualidade dessa inserção, o estudo desenvolveu o Índice de Qualidade de Inserção (IQI), composto por três dimensões: renda, formalidade e atividades rotineiras. O índice varia de 0 a 1 e quanto mais próximo de 1, melhor a qualidade da inserção no mercado de trabalho formal.


O estudo aponta que os estudantes que cursaram a Educação Profissional e Tecnológica apresentam IQI superior ao dos concluintes do ensino médio, vantagem observada em todos os períodos analisados (2014, 2018 e 2022). Um ano após a formatura, o IQI dos egressos da EPT no Rio Grande do Norte é de 0,55, frente a 0,44 entre os concluintes do ensino médio. Cinco anos depois, os índices passam para 0,64 e 0,52, respectivamente. Após nove anos, o IQI alcança 0,71 entre os egressos da EPT, frente a 0,58 entre aqueles que cursaram apenas o ensino médio .


A EPT também apresenta melhores resultados quando se observa a taxa de formalização[1]. Entre os egressos que formaram em 2022, último período analisado, os maiores percentuais foram registrados entre os concluintes do Técnico Subsequente (52,3% em empregos formais) e do Ensino Médio Concomitante à EPT (51%). Em comparação, apenas 23,3% dos egressos do ensino médio regular estavam nestas condições. A vantagem dessas modalidades em relação ao ensino regular alcança 29 e 27,7 pontos percentuais, respectivamente.


Entre os eixos tecnológicos dos cursos ofertados pela EPT, os maiores índices de formalização foram registrados em Desenvolvimento Educacional e Social (87,1%)Militar e Segurança (62,1%) e Turismo, Hospitalidade e Lazer (53,8%). Todos superam amplamente a taxa observada entre aqueles que não cursaram EPT (31,6%).


REMUNERAÇÃO MÉDIA


Os egressos da EPT também apresentam melhores resultados em relação aos rendimentos. Nove anos após a conclusão do ensino médio, a remuneração média desse grupo foi de R$ 3,4 mil, frente aos R$ 2,2 mil registrados entre os concluintes do Ensino Médio.


A análise da intersecção entre gênero e raça também evidencia desigualdades importantes de renda. Os maiores rendimentos médios são observados entre homens brancos (R$ 2,2 mil) e homens de raça não declarada (R$ 2,1 mil), enquanto as mulheres autodeclaradas pretas, pardas e indígenas registram a menor remuneração média entre os grupos analisados, de R$ 1,7 mil.


“Os resultados nos permitem concluir que a educação profissional não apenas amplia as oportunidades de inserção qualificada no mundo do trabalho, como também favorece a continuidade dos estudos. Ao combinar formação para o trabalho e ampliação das oportunidades educacionais, a EPT se consolida como uma estratégia relevante para ampliar perspectivas de futuro para as juventudes brasileiras”, ressalta a superintendente do Itaú Educação e Trabalho.


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