Já não há mais dúvidas de que a família Bolsonaro é a pior coisa que aconteceu à vida pública brasileira desde a chegada dos portugueses, em 1500. Instigadores de desavenças e ódio entre os brasileiros, os autoproclamados patriotas nutrem um profundo desprezo pelo nosso país.
Uma das motivações para votar em Lula era preservar a independência nacional. Apesar de se fantasiarem de verde e amarelo, os bolsonaristas chegaram a pedir que Trump utilizasse bombas nucleares contra o Brasil. O povo brasileiro se levantou e garantiu a reeleição de Lula.
Agora, com a fuga de Flávio Bolsonaro, fica evidente o papel que o candidato do PL desempenha nesse projeto de submissão do Brasil aos Estados Unidos. A forma como se deu a fuga, o apoio do presidente argentino, Javier Milei, um sabujo de Trump, e a disposição imediata de Washington em conceder vistos reforçam as suspeitas sobre a existência de uma operação política internacional destinada a interferir nos rumos do nosso país.
O risco que o Brasil correu foi imenso e continua existindo. Certamente, Flávio será utilizado pelo governo Trump para conspirar contra o Brasil e tentar desestabilizar a nossa pátria, transformando a disputa política nacional em instrumento dos interesses americanos.
Na carta golpista, o minúsculo ser se coloca como líder. Antes, havia se autoproclamado presidente eleito; agora, compara-se a Rui Barbosa e Charles de Gaulle no exílio. A megalomania não conhece limites quando se trata de construir uma imagem heroica para personagens que pretendem transformar suas próprias ambições em destino nacional.
Essa gente só fez mal ao Brasil. Fez com que nos odiássemos e brigássemos entre nós, enquanto seus integrantes fazem de tudo pela pátria da bandeira listrada de vermelho e branco. Por trás do falso patriotismo, revela-se o desprezo pela soberania brasileira e a disposição de entregar aos interesses estrangeiros aquilo que deveria ser defendido acima de qualquer projeto de poder: a independência do nosso país.



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