Para 31%, a MP das bets pode atrapalhar o petista; dentre os que votam em Lula, 21% acham que é prejudicial

Foto: Joédson Alves/ Agência Brasil
São Paulo, outubro de 2026 – Pesquisa do PoderData/Aya divulgada neste sábado (3.out.2026) indica que 43% dos eleitores brasileiros avaliam que a proibição total das apostas esportivas e jogos on-line favorece a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outros 31% consideram que a decisão prejudica a candidatura do chefe do Executivo, enquanto 26% declararam não saber responder.
O levantamento formulou a seguinte questão aos entrevistados: “Você acredita que a proibição total das bets favorece ou atrapalha a campanha eleitoral do presidente Lula?”.
A consulta foi a campo poucos dias após a edição da medida provisória que determinou o encerramento do setor no país, abrangendo plataformas de apostas esportivas, cassinos virtuais e jogos como o “Tigrinho”. A iniciativa passou a figurar como um ativo político do Planalto na reta final do 1º turno, marcado para este domingo (4 de outubro).
Percepção por intenção de voto no 1º turno
A leitura sobre o impacto eleitoral da medida varia conforme a preferência declarada para o 1º turno:
- Eleitores de Lula (42% do total): 58% afirmam que a proibição beneficia a campanha do presidente, 21% dizem que atrapalha e 21% não souberam avaliar.
- Eleitores de Flávio Bolsonaro (41% do total): 43% avaliam que a decisão prejudica o petista, 30% consideram que favorece e 28% não souberam responder.
Estratificação demográfica do impacto na campanha
A análise do recorte demográfico mostra como os diferentes perfis do eleitorado avaliam o efeito da proibição na campanha do presidente:
- Gênero: a percepção de que a medida favorece Lula é de 45% dentre as mulheres (com 27% avaliando que atrapalha). Dentre os homens, 41% dizem que favorece e 35% consideram que atrapalha.
- Faixa etária: o grupo de 16 a 24 anos registra o maior percentual dos que veem a medida como benéfica para a campanha do petista (48%).
- Região: o Nordeste lidera na avaliação de que a proibição beneficia a candidatura de Lula (47%).
- Escolaridade e renda: a avaliação de que a MP favorece a reeleição atinge 48% dentre os eleitores com ensino superior completo e 45% nas famílias com renda superior a 5 salários mínimos.
Aprovação da medida provisória
O estudo também mensurou a aceitação direta da proibição de todas as bets no país. A decisão do governo federal é aprovada por 52% dos eleitores e desaprovada por 31%. Um grupo de 18% não soube responder.
Metodologia
A pesquisa PoderData/Aya foi realizada pelo PoderData, empresa de pesquisas do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios e em parceria de divulgação com o Aya Bancah, a maior e mais completa banca digital do Brasil.
Foram conduzidas 4.000 entrevistas de 30 de setembro a 2 de outubro de 2026, distribuídas em 786 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro máxima é de 1,5 ponto percentual, para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o nº BR-03519/2026.
Para chegar a 4.000 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData/Aya faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, são mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.
As abordagens foram efetuadas por telefone (linhas fixas e móveis), utilizando o sistema URA (Unidade de Resposta Audível), no qual o entrevistado interage com perguntas gravadas por meio do teclado do aparelho. Para assegurar a representatividade da amostra nacional, são aplicadas ponderações populacionais segundo critérios de sexo, idade, renda, escolaridade e região geográfica.
Para facilitar a leitura, os resultados da pesquisa foram arredondados. Por causa desse processo, é possível que o somatório de algum dos resultados seja diferente de 100%. Diferenças entre as frequências totais e os percentuais em tabelas de cruzamento de variáveis podem aparecer por conta de ocorrências de não resposta.


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