Medida editada pelo governo federal registra 31% de desaprovação; presidente determinou a proibição na semana passada

Foto: Joédson Alves/ Agência Brasil
São Paulo, outubro de 2026 – Pesquisa do PoderData/Aya realizada de 30 de setembro a 2 de outubro mostra que mais da metade dos eleitores brasileiros (52%) aprova a proibição das operações de bets e apostas esportivas on-line no país. Outros 31% dos entrevistados declararam desaprovar a medida, e 18% não souberam responder.
A indagação formulada aos entrevistados foi a seguinte: “Sobre a proibição total das bets, determinada pelo governo Lula na última semana, você aprova ou desaprova?”.
A iniciativa integra um pacote de ações anunciado pelo Planalto com o objetivo de combater o endividamento das famílias e reduzir os impactos das apostas nas finanças e na saúde da população. Segundo estimativas apresentadas pelo governo federal, os prejuízos decorrentes dos jogos somam R$ 38,8 bilhões anuais ao Brasil.
Com a edição da MP, o calendário estabelece o prazo de saque de recursos mantidos nas contas até 5 de outubro, com a desativação definitiva das plataformas agendada para 6 de outubro. O texto precisa ser apreciado pelo Congresso Nacional em até 120 dias para manter a validade. No âmbito jurídico, entidades representativas do setor acionaram o STF (Supremo Tribunal Federal) contestando a constitucionalidade da regra.
Highlight demográfico
A análise detalhada dos dados do PoderData/Aya revela variações na aceitação da medida conforme o perfil do eleitorado:
- Gênero: O apoio ao fim das bets é maior dentre as mulheres, atingindo 54% de aprovação (contra 25% de desaprovação). Dentre os homens, 49% aprovam a proibição e 37% desaprovam.
- Faixa etária: O maior percentual de aprovação é registrado entre os jovens de 16 a 24 anos, com 56% de adesão à medida.
- Região: O Nordeste concentra o maior índice de aprovação da proibição (57%), seguida pelo Sudeste (52%). A menor aprovação está no Sul (45%).
- Escolaridade e renda: A aprovação chega a 56% dentre os entrevistados com ensino superior completo e dentre aqueles com renda familiar superior a 5 salários mínimos.
Metodologia
A pesquisa PoderData/Aya foi realizada pelo PoderData, empresa de pesquisas do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios e em parceria de divulgação com o Aya Bancah, a maior e mais completa banca digital do Brasil.
Foram conduzidas 4.000 entrevistas de 30 de setembro a 2 de outubro de 2026, distribuídas em 786 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro máxima é de 1,5 ponto percentual, para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o nº BR-03519/2026.
Para chegar a 4.000 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData/Aya faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, são mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.
As abordagens foram efetuadas por telefone (linhas fixas e móveis), utilizando o sistema URA (Unidade de Resposta Audível), no qual o entrevistado interage com perguntas gravadas por meio do teclado do aparelho. Para assegurar a representatividade da amostra nacional, são aplicadas ponderações populacionais segundo critérios de sexo, idade, renda, escolaridade e região geográfica.
Para facilitar a leitura, os resultados da pesquisa foram arredondados. Por causa desse processo, é possível que o somatório de algum dos resultados seja diferente de 100%. Diferenças entre as frequências totais e os percentuais em tabelas de cruzamento de variáveis podem aparecer por conta de ocorrências de não resposta.


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