Geração Aviões do Forró

Ao contrário do que alguns afirmam de forma agressiva ouvir e se tornar "fã" de Aviões do Forró não é mera questão de falta de "saber". Dizendo isso insiste-se na elitização da cultura através do "intelectualismo"; o sociólogo polonês, Zigmunt Bauman, em um texto intitulado "A Cultura na Era do Consumo" afirma que neste tempo atual já não existe um elitismo cultural, o que as camadas populares consomem é compartilhado pelas elites financeiras.

As "letras" de Aviões do Forró introduzem-se no cotidiano das pessoas no papel que antes era ocupado pela música genuína, o sentimento, a poesia, a arte humana, e passam a ser aceitas como  mais autêntica produção artística que ganha predomínio através de difusão midiática. E por quê isso ocorre? Modo de vida urbano, comercialização do mundo, destruição de valores sociais.

E um fator diferenciado. A festa que ao longo da história da humanidade é precedida de um Evento ou se transforma em uma tradição na cultura do "forró eletrônico, assim como do chamado "sertanejo universitário", se torna uma rotina incessante, vidas de indivíduos tem como principal referencial o ir a "festas" desse tipo.

E isso tem um peso sócio-cultural e principalmente político avantajado. Ele força o individualismo que afasta as pessoas dos interesses políticos. A pólis se torna um deixar ir para onde se queira. E esse tipo de exortação é contrário ao que representa a música, efêmero, se passa ao sabor dos ventos.

Mas entra nas consciências como "fato social", por anterioridade penetra na mente do sujeito e se torna o que é música, por isso que não é mera questão de formação escolar. A escola, pelo contrário, deixa de cumprir um papel crítico.

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