IPCA sobe 0,58% no mês, acumula alta de 3,20% em 2026 e atinge 4,72% nos últimos 12 meses; alimentos responderam por metade da inflação registrada em maio
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| Em maio, a alimentação no domicílio registrou variação de 1,65%, com influência das altas da batata-inglesa, do tomate e da cebola - Foto: Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias |
A inflação oficial do país desacelerou em maio, mas continuou pressionando o orçamento das famílias brasileiras. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou alta de 0,58% no mês, abaixo dos 0,67% observados em abril.
Apesar da desaceleração, o índice acumula elevação de 3,20% nos primeiros cinco meses de 2026 e chegou a 4,72% no acumulado dos últimos 12 meses.
Os principais responsáveis pela alta dos preços foram os grupos Alimentação e Bebidas, Habitação e Saúde e Cuidados Pessoais. Juntos, eles responderam pela maior parte da inflação registrada em maio.
O grupo Alimentação e Bebidas apresentou variação de 1,33%, com impacto de 0,29 ponto percentual no índice geral, representando aproximadamente metade da inflação do mês. Já Habitação avançou 1,22%, com impacto de 0,18 ponto percentual, enquanto Saúde e Cuidados Pessoais subiu 0,90%, contribuindo com 0,12 ponto percentual.
Entre todos os itens pesquisados, a energia elétrica residencial foi o produto que mais influenciou individualmente o resultado do IPCA, registrando alta de 3,67% e impacto de 0,15 ponto percentual.
Alimentos seguem pressionando orçamento das famílias
Dentro do grupo alimentação, a alimentação no domicílio registrou aumento de 1,65%, impulsionada principalmente pela disparada de produtos básicos consumidos diariamente pelos brasileiros.
A batata-inglesa liderou as altas com avanço de 44,69%, seguida pelo tomate (20,62%), cebola (16,80%) e carnes (1,39%).
Segundo o gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves, a elevação dos preços está relacionada à redução da oferta de alguns produtos e ao aumento dos custos de transporte.
“A alta nesses itens se deve a questões de menor oferta e também há influência do valor do frete por conta da alta dos combustíveis”, explicou.
Nem todos os alimentos ficaram mais caros. O café moído apresentou queda de 2,38%, enquanto as frutas recuaram 0,70%.
Conta de luz pesa mais no bolso dos brasileiros
O grupo Habitação apresentou aceleração significativa em relação a abril, quando havia registrado alta de 0,63%.
O principal fator foi a energia elétrica residencial, que ficou 3,67% mais cara em maio. Além dos reajustes tarifários aplicados em diversas capitais do país, contribuiu para o resultado a adoção da bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora consumidos.
Entre os reajustes incorporados ao índice destacam-se os aumentos registrados em Aracaju, Fortaleza, Salvador, Campo Grande, Recife e Belo Horizonte.
Higiene pessoal e planos de saúde também ficaram mais caros
No grupo Saúde e Cuidados Pessoais, a alta foi impulsionada principalmente pelos artigos de higiene pessoal, que subiram 1,95%.
O destaque ficou para os perfumes, que registraram aumento de 4,42%. Os planos de saúde também contribuíram para o avanço do grupo, com elevação de 0,50%.
Combustíveis aliviam inflação dos transportes
O grupo Transportes foi o único a registrar queda em maio, recuando 0,46%.
O resultado foi influenciado pela redução de 1,95% nos combustíveis. O etanol passou de alta de 0,62% em abril para queda de 6,20% em maio. O óleo diesel saiu de uma elevação de 4,46% para retração de 2,34%.
Já a gasolina, que teve o maior impacto negativo individual sobre o índice geral, caiu 1,46%, após registrar alta de 1,86% no mês anterior.
Na contramão, o gás veicular avançou 5,81%, revertendo a queda de 1,24% observada em abril.
INPC sobe 0,65% e acumula 4,42% em 12 meses
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos, registrou alta de 0,65% em maio.
O resultado ficou 0,16 ponto percentual abaixo do registrado em abril, quando o índice havia avançado 0,81%.
No acumulado do ano, o INPC soma alta de 3,36%, enquanto o acumulado dos últimos 12 meses alcançou 4,42%, acima dos 4,11% registrados no período imediatamente anterior.
Entre as regiões pesquisadas, Campo Grande apresentou a maior alta do INPC, com 1,49%, enquanto Vitória registrou a menor variação, de 0,34%.
O próximo resultado do IPCA, referente ao mês de junho, será divulgado pelo IBGE em 10 de julho.




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