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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Rio Grande do Norte registra saldo de 109 empregos formais em maio, aponta Novo Caged

Três dos cinco grandes grupos de atividades econômicas registraram saldo positivo no estado no quinto mês do ano. Em todo o país, foram criados mais de 72,9 mil novos postos

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


O Rio Grande do Norte encerrou o mês de maio de 2026 com saldo positivo de 109 empregos formais, de acordo com dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado representa a diferença entre admissões e desligamentos realizados no período.


Entre os cinco principais setores da economia, três apresentaram saldo positivo no estado. O setor de Serviços liderou a geração de empregos, com 400 novas vagas formais, seguido pelo Comércio, que abriu 146 postos de trabalho, e pela Indústria, com saldo de 38 empregos.


Por outro lado, os setores da Construção Civil e da Agropecuária registraram mais demissões do que contratações em maio, encerrando o mês com saldos negativos de 229 e 244 vagas, respectivamente.


Municípios


Parnamirim foi o município potiguar que mais criou empregos formais em maio, com saldo de 498 vagas. Na sequência aparecem Vera Cruz, com 115 postos, Pedro Velho (104), Riachuelo (67) e Currais Novos (65).


Perfil das contratações


Os dados mostram que o saldo positivo no estado foi impulsionado pelas contratações de mulheres. Enquanto elas ocuparam 411 postos formais líquidos no período, entre os homens o saldo foi negativo em 302 vagas.


Na divisão por faixa etária, os jovens de 18 a 24 anos concentraram o maior número de novas vagas, com saldo de 859 empregos. Em relação ao grau de escolaridade, os trabalhadores com ensino médio completo responderam pelo maior saldo positivo, com 275 postos.


Cenário nacional


Em todo o país, o Brasil registrou a criação de 72.960 empregos com carteira assinada em maio. O resultado decorre de aproximadamente 2,20 milhões de admissões e 2,13 milhões de desligamentos.


No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, o saldo nacional chegou a 767.326 vagas formais, enquanto, no período de 12 meses encerrado em maio, foram gerados 1.132.820 empregos com carteira assinada.


O setor de Serviços também liderou a geração de empregos no país, com 45.655 novas vagas, seguido pela Construção (12.096), Agropecuária (10.205), Indústria (4.974) e Comércio (40).


Entre as unidades da Federação, 22 dos 27 estados registraram saldo positivo em maio. São Paulo liderou em números absolutos, com 18.224 vagas, seguido por Espírito Santo (9.532) e Rio de Janeiro (9.195).


Regionalmente, o Sudeste apresentou o melhor desempenho, com saldo de 45.873 empregos formais, à frente do Nordeste (23.351), Norte (5.061) e Centro-Oeste (2.016). A Região Sul foi a única a registrar resultado negativo, com fechamento líquido de 4.109 postos de trabalho.


Salário médio


Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o salário médio real de admissão no Brasil foi de R$ 2.384,10 em maio, valor 1,5% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior, já descontados os efeitos da inflação. Para trabalhadores considerados típicos, a remuneração média de admissão foi de R$ 2.428,13, enquanto os trabalhadores não típicos tiveram média de R$ 2.055,88.

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